Ipatinga, 4 de Julho de 2020
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20 coisas que você não sabe sobre o Rock in Rio



Cid Castro foi funcionário de Roberto Medina e criador da logomarca do festival.

O mais icônico festival musical do Brasil teve a primeira edição em 1985, e agora comemora 25 anos com nova cara

Fãs ou não de rock sabem que o Rock in Rio é um dos maiores eventos musicais do mundo. O peso das atrações muito bem amarradas em line-ups de respeito fez do festival um ícone no Brasil. Listamos fatos interessantes citados no livro “Metendo o pé na lama”, escrito pelo diretor de arte Cid Castro, funcionário de Roberto Medina e criador da logomarca do festival.

1 – A edição de 1991 do evento, que aconteceu no Maracanã, teve o menor público da história Rock in Rio no Brasil, 700 mil pessoas. Em 1985, foram 1.380.000 pagantes. Em 2001, 1.235.000.

2 – Os noruegueses do A-HA, sucesso nos anos 80, conseguiram o recorde de pagantes na segunda edição, 198.000 pessoas.

3 - Freddie Mercury, líder do Queen, teve um caso com o motorista brasileiro contratado para atendê-lo. Encantado com a gastronomia carioca, pediu que "o do volante" o levasse ao “melhor restaurante italiano da cidade”. Acabaram no La Mole, tradicional restaurante do Rio de Janeiro.

4 - Como não havia cenário para o show dos Paralamas no Rock in Rio de 1985, os integrantes arrastaram algumas palmeiras, samambaias e avencas dos bastidores para compor o palco.

5 - Além de apresentar dois dos melhores shows da segunda edição do evento, George Michael conheceu no Rio o seu futuro namorado, Anselmo Feleppa. Após a sua morte, em março de 1993, Michael compôs “Jesus to a child” em sua homenagem.

6 - Antes do primeiro show do Guns n’ Roses, Axl Rose exigiu que fosse servida uma farta macarronada para ele e sua equipe após a apresentação. Quando saiu do banho, o vocalista foi informado de que todos tinham ido embora para o hotel. Ele então pediu que fosse convocada a equipe de limpeza e segurança do Maracanã para dividir o banquete com ele.

7 - Antes de se apresentar na noite de estreia da terceira edição do festival, Sting passou a noite de Ano Novo em Salvador, ao lado de Gilberto Gil e respectivas famílias.

8 - Cássia Eller gastou todo o seu cachê bancando as despesas de seus convidados especiais, que dividiram o palco com ela durante o show, como a Nação Zumbi.

9 - Jimmy Page, ex-guitarrista do Led Zeppelin, veio ao Brasil junto com o Iron Maiden, em janeiro de 2001, e estava cotado para uma participação especial no show do conjunto britânico. Fortes dores nas costas do músico impediram o histórico encontro.

10 – Os nada simpáticos Noel e Liam Gallagher, irmãos e ex-Oasis, foram irônicos ao citar que o mundo seria melhor sem “armas e rosas” durante a coletiva de imprensa do evento, provocando Guns N"Roses que se apresentariam no mesmo dia. No fim do show, Noel dedicou a apresentação a Axl tirando um sarro. Quando Axl subiu no palco com a banda, foi categórico: "Agora que vocês já dormiram, é hora do rock and roll de verdade", em resposta aos ingleses encrenqueiros.

11 – Na edição de 2001, algumas bandas brasileiras decidiram boicotar o evento não participando do mesmo. Quatro meses antes do festival começar, O Rappa, Skank, Jota Quest, Raimundos, Charlie Brown Junior, Raimundos e Cidade Negra avisaram que não tocariam e o line-up teve que ser reformulado na última hora.

12 - Roqueiros das antigas como Ira! e Ultraje a Rigor não compactuaram com o boicote das bandas nacionais e subiram juntos ao palco com versão arrebatadora de Should I Stay Or Should I Go, do The Clash.

13 – Na primeira edição do evento (1985) foram consumidos 1,2 milhões de sanduíches, 33 mil pizzas e 1,6 milhão de litros de cerveja, chope e refrigerante.

14 – A organização do evento contratou o astrólogo Bola para fazer o mapa astral do festival, a fim de saber se ele seria um desastre ou um sucesso. O profissional disse que tudo correria bem, mas que o mau tempo e a baixa bilheteria seriam os pontos baixos. Acertou!

15 – Sem patrocínios suficientes para iniciar o planejamento do evento, o organizador Roberto Medina deu o prédio de sete andares onde funcionava sua agência para garantir um empréstimo bancário, até que 50% das atrações internacionais fossem confirmadas para atrair o apoio de grandes marcas.

16 - O cenógrafo Mário Monteiro apostou na estrutura móvel de palcos correndo sobre trilhos para agilizar a troca de bandas. Enquanto uma tocava, os equipamentos da outra eram posicionados no tablado lateral.

17 – Você acha que todo roqueiro tem litros de diversos tipos de bebidas alcoólicas no camarim? Então pasme: os caras do Whitesnake não levaram nada de destilados e antes da apresentação fizeram aquecimento com personal fazendo um circuito aeróbico em torno do camarim. Saudáveis, ainda levaram nutricionista e massagista.

18 – Para surpreender o público, o guitarrista Matthias Jabs, do Scorpions, tocou com uma guitarra com o formato da América do Sul, inspirado no logo do festival. A banda também ensaiou os pulos e os giros com o microfone com um coreógrafo. Profissionais!

19 – Para impressionar durante a música “Hell’s bells”, os caras do AC/DC mandaram trazer de navio um sino que pesava 1.500 quilos. A estrutura do palco não suportou o peso do acessório e fizeram uma réplica de gesso do sino enquanto as badaladas foram disparadas por efeitos eletrônicos programados.

20 – Membros da sociedade protetora dos animais fiscalizaram o show a fim de impedir que Ozzy Osbourne mordesse algum animal durante sua apresentação. O cantor teve inclusive que assinar uma cláusula contratual se comprometendo a não fazer nada parecido no palco.




 

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