Ipatinga, 7 de Julho de 2020
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Mais um policial civil tem pedido de liberdade negado

Detetive teve habeas corpus indeferido em segunda instância; na semana passada, outro policial civil também teve liberdade rejeitada


Detetive está preso desde maio na Casa do Policial Civil, em Belo Horizonte

Foi negado em segunda instância, na última terça-feira (17), o pedido de habeas corpus para o policial civil Fabrício de Oliveira Quenupe, preso há três meses por suspeitas de envolvimento em um duplo homicídio registrado em 2010 no distrito de Ipabinha, em Santana do Paraíso.

O pedido de liberdade para o investigador deu entrada no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em agosto passado a pedido do advogado criminalista Marcelo Leonardo, responsável pela defesa de Quenupe.

A matéria foi julgada pela 6ª Câmara Criminal do TJ, formada pelos desembargadores Rubens Gabriel Soares, Furtado de Mendonça e Jaubert Carneiro Jaques, que optaram por negar a liberdade ao policial civil.

O CRIME

Quenupe foi indiciado pelo duplo homicídio juntamente com os também policiais civis Ronaldo de Oliveira Andrade e Elton Pereira Costa, vereador em Santana do Paraíso. O trio se encontra detido na Casa do Policial Civil, em Belo Horizonte.

O crime aconteceu em meados de 2010 em uma localidade na zona rural de Santana do Paraíso. Marcos Vinícius Lopes de Oliveira, 18 anos, e Glauco Antônio Lourenço, de 22 anos, foram mortos a tiros e tiveram seus corpos encontrados no dia 10 de julho do mesmo ano, nus e em estado de decomposição.

Investigações realizadas pelo Departamento de Homicídios da Polícia Civil da capital mineira revelaram que os três agentes estariam por trás deste assassinato. O motivo para o crime seria o fato de que a dupla executada seria recorrente em práticas criminosas na região.

PREVENTIVA

Os três civis foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público em junho deste ano, e desde então, cumprem prisão preventiva. Na época, a promotoria afirmou que a liberdade dos denunciados seria uma ameaça à ordem pública devido a suspeita de que eles e outros policiais civis poderiam fazer parte de um grupo de extermínio no Vale do Aço.

Na semana passada, outro indiciado pelo mesmo duplo homicídio também teve pedido de liberdade negado pelo Tribunal de Justiça do Estado. O detetive Elton havia solicitado sua soltura junto aos mesmos desembargadores que negaram a liberdade à Quenupe e, assim como o colega, não obteve êxito. Em agosto, o militar Victor Emmanuel Miranda, o cabo Victor, também teve liberdade negada pelo TJMG.

Fonte: http://www.diariopopularmg.com.br


 

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