Ipatinga, 4 de Julho de 2020
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Equipe da Polícia Civil de BH deixa Ipatinga

- Wagner Pinto afirmou que a equipe do delegado Emerson Morais voltou a Belo Horizonte e que retornará quando for necessário; primeira fase das investigações estaria concluída


O delegado Emerson Morais, ao centro, regressou com sua equipe para Belo Horizonte na semana passada

O chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) de Belo Horizonte, delegado Wagner Pinto, informou na tarde de ontem (1º) que a equipe designada para investigar a execução do jornalista Rodrigo Neto voltou para a capital.

O delegado Emerson Morais, que preside o inquérito, e seus investigadores deixaram o Vale do Aço ainda na semana passada para regressar a Belo Horizonte. A primeira fase das investigações sobre o homicídio teriam sido concluídas, informou a PC.

“As medidas que estamos tomando não dependem da equipe de investigação estar no Vale do Aço. Assim que necessário, eles retornam para Ipatinga”, afirmou Wagner, por meio da assessoria de imprensa da Polícia Civil.

Rodrigo Neto foi morto no dia 8 de março no bairro Canaã, quando saía do “Churrasquinho do Baiano”, na avenida Selim José de Sales, em direção ao seu carro, um Corola placa KHO-4615.

Ele foi surpreendido por uma dupla em uma motocicleta. Um deles sacou uma arma e efetuou três disparos certeiros contra a vítima. Rodrigo foi atingido na cabeça, nas costas e no lado esquerdo do peito.

Com os disparos, o corpo do jornalista foi projetado para dentro do carro. Apesar de ter sido socorrido por populares ainda com vida ao Hospital Municipal, o jornalista não resistiu e morreu antes de dar entrada no estabelecimento.

MOTIVAÇÃO

As investigações seguem em segredo de justiça, mas as linhas consideradas apontam que o assassinato de Rodrigo Neto tenha sido motivado pelo exercício de sua profissão.

Ele atuava como repórter investigativo em vários casos na área criminal, em especial naqueles cuja suspeita de autoria recaíam sobre policiais. Cobrava também insistentemente resposta para os casos não apurados.

MINISTRA

Diante da repercussão em torno da morte do jornalista, no dia 19 de março, a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, esteve em Ipatinga para participar de audiência pública sobre o caso.

Os membros do Grupo de Trabalho de Violência Contra Comunicadores, pertencente ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, prometeram acompanhar o desenrolar das investigações, já que a equipe foi concebida para averiguar ameaças e crimes contra profissionais da imprensa.

Ela se comprometeu a solicitar junto ao Ministério da Justiça, em Brasília, apoio nas investigações do caso, incluindo o auxílio da Polícia Federal.

Fonte: http://www.diariopopularmg.com.br


 

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