Ipatinga, 4 de Julho de 2020
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Deputado pede que PF investigue crimes e chacinas no Vale do Aço

Durval Ângelo disse que até o momento as prisões só contemplaram cargos de baixo escalão


O deputado Durval Ângelo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas, vai pedir a federalização da investigação do assassinato do jornalista Rodrigo Neto e das 15 chacinas denunciadas por ele no Vale do Aço

O deputado Durval Ângelo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas, vai pedir a federalização da investigação do assassinato do jornalista Rodrigo Neto e das 15 chacinas denunciadas por ele no Vale do Aço. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (8), no Plenário da Casa, no dia que a morte de Rodrigo Neto completou dois meses.

Durval ressaltou que as prisões feitas até o momento só contemplaram cargos de baixo escalão e que há delegados e políticos envolvidos nas chacinas. Ele cobrou do secretário estadual de Defesa Social, Rômulo Ferraz, que a apuração dos crimes seja rigorosa e que todos os envolvidos sejam punidos. O deputado acredita que somente a federalização vai garantir a apuração de todos os crimes. O pedido será encaminhado pela Comissão de Direitos Humanos à Polícia Federal.

Durante o pronunciamento, Durval criticou o Poder Judiciário de Ipatinga e afirmou que a Justiça Penal da região tem sido conivente com os policiais envolvidos nos crimes. O deputado denunciou um juiz que, segundo ele, teria negado o pedido de cinco prisões preventivas a um policial acusado de envolvimento com o crime organizado.

RODRIGO NETO

O parlamentar relatou ainda que recebeu informações que Rodrigo Neto foi assassinado por um policial. “Só não vou anunciar o nome do policial por pedido da Corregedoria da Policia Civil. Queremos ações efetivas, foram expedidos 14 mandatos de prisões para região, porém não adianta prender somente os praças, queremos que os mandantes, os delegados e os políticos envolvidos nos assassinatos também sejam presos”.

O jornalista Rodrigo Neto foi assassinado no dia 8 de março, em Ipatinga, com três tiros. A principal hipótese é a de que ele tenha sido morto devido ao trabalho que realizava como jornalista investigativo na Rádio Vanguarda, denunciando chacinas e mortes supostamente cometidas por um grupo de policiais da região.

CARVALHO

Durval lembrou ainda da morte do repórter fotográfico, Walgney Assis Carvalho, freelancer do jornal Vale do Aço, foi morto a tiros 37 dias depois do assassinato do jornalista Rodrigo Neto. O caso também permanece sem solução.

Fonte: http://www.diariopopularmg.com.br


 

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