Ipatinga, 16 de Abril de 2021
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Uma obra sem conclusão

Reforma já passa pelo terceiro prefeito e ginásio completa 13 anos de abandono em Timóteo


A última reforma do ginásio, instalado ao lado da Praça 1º de Maio, ocorreu em 1998

A mais recente ordem de serviço para a reforma do Ginásio Poliesportivo Iorque José Martins em Timóteo foi assinada em junho de 2010, mas passados três anos, o que se vê é um cenário de completo abandono do patrimônio público. A primeira licitação realizada já não vale mais e a população ainda precisa esperar a conclusão de uma nova concorrência para voltar a sonhar com um ginásio remodelado.

Inicialmente foram anunciados recursos na ordem de R$ 1,4 milhão pelo então prefeito Geraldo Hilário (PDT). À época, a previsão era que a obra de reforma teria duração de seis meses, mas com uma nova troca de comando na PMT em outubro de 2010, por decisão judicial, a execução dos serviços foi adiada.

O ex-prefeito Sérgio Mendes (PSB), que assumiu a vaga de Geraldo Hilário, também não concluiu a reforma do ginásio. Questionada pela reportagem do DIÁRIO DO AÇO em abril do ano passado, a equipe de governo do ex-prefeito informou que aguardava parecer da Caixa Econômica Federal (CEF) para retomar as reformas.

Outra alegação é que haveria readequações na planilha de custos, daí a necessidade de um aval da Caixa para a realização de uma nova licitação para o restante da obra.

Agora, no governo Keisson Drumond (PT), o secretário municipal de Planejamento, Edilson Andrade, mantém argumentos parecidos com os da gestão anterior. “No início do ano, percebemos o ocorrido e passamos a negociar com a Caixa a revisão do projeto e da planilha orçamentária. E só depois disso poderemos dar início a um novo processo licitatório e retomarmos o projeto da reforma”, justificou.

. Demora

O secretário reconhece que a negociação pode demorar, pois além do acordo entre Caixa e município existe um estudo de engenharia. “Já encaminhamos o projeto e a planilha para a Caixa e isso vai tramitando; é um diálogo entre as duas entidades até chegar a um acordo. Ainda não há como precisar o tempo que ainda vai demorar para a retomada, como essa obra ficou perdida por muito tempo, alguns serviços acabam se perdendo e precisam ser refeitos então não é um projeto muito fácil de ser liberado”, pontuou.

. Custos

A administração municipal garante que pretende retomar a obra o mais rápido possível, porém, a contrapartida do município para a sua viabilização é um grande desafio, conforme o secretário timoteense. “Devido a essa longa demora na execução na reforma, haverá um expressivo aumento do valor da contrapartida do município. Uma obra em 2009 que foi planejada por um valor e você converte para os dias atuais, nós teremos no mínimo um aumento de 30% no custo da obra e todos nós sabemos que o nosso município está desprovido de recursos”, lamenta.

O valor que ainda será gasto para a finalização da obra, conforme Edilson Andrade, ainda depende da análise a ser feita pela Caixa e da nova licitação a ser realizada.

. História

Construído em 1986, o ginásio oferecia uma estrutura para realização de competições esportivas, eventos culturais, religiosos, além de formaturas escolares. No ano de 2000, o espaço foi fechado. Em 2005, o Ginásio Iorque Martins serviu de abrigo para famílias que moravam em uma área de invasão do bairro Limoeiro, desabrigadas por causa da forte chuva ocorrida em dezembro daquele ano.

Repórter : Silvia Miranda

Fonte: http://diariodoaco.com.br


 

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