Ipatinga, 11 de Julho de 2020
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Missa celebrada por novo bispo lota catedral em Fabriciano

Em entrevista ao DIÁRIO DO AÇO, Dom Marco Aurélio fala sobre a sua adaptação e a situação política no país


Missa realizada no último domingo (23) foi a primeira celebração do bispo no Vale do Aço

Em seu primeiro evento público no Vale do Aço, o novo bispo da Diocese Itabira-Coronel Fabriciano, Dom Marco Aurélio Gubiotti se surpreendeu com a acolhida carinhosa recebida dos fiéis. A missa celebrada no último domingo (23) na Catedral de São Sebastião, em Fabriciano, reuniu cerca de três mil pessoas, com a presença de políticos e representantes da sociedade civil organizada. Em entrevista ao DIÁRIO DO AÇO o bispo, que assumiu a diocese no último dia 16, em solenidade realizada em Itabira, fala sobre a sua adaptação e sua leitura sobre a situação política no país.

DIÁRIO DO AÇO – Como está a adaptação do senhor na diocese e à região do Vale do Aço?

DOM MARCO AURÉLIO GUBIOTTI- Esta é a primeira vez que venho a Coronel Fabriciano. Estou no processo de conhecimento e adaptação tanto na vida de bispo, como na direção da Diocese. Mas eu estou ainda conhecendo a realidade do Vale do Aço.

DA – Que tipo de trabalhos e programações o senhor já tem confirmados para a Diocese de Itabira-Fabriciano?

DOM MARCO AURÉLIO – Em primeiro lugar, estou tomando conhecimento da agenda que Dom Odilon já tinha. A diocese também tem uma programação anual e eu farei o possível para cumpri-la, inclusive nas celebrações de crisma, etc. Eu já participei dos encontros de Presbíteros da Regional I, amanhã participo do encontro de Presbíteros da Regional II, semana que vem teremos o Retiro Anual do Clero em Belo Horizonte e a partir disso surgirão algumas adequações de agenda ou algum evento ou compromisso posterior.

DA – Como o senhor pretende manter o relacionamento da diocese com as autoridades da região?

DOM MARCO AURÉLIO – A minha missão é de estar junto ao povo de Deus, inclusive junto dos seus representantes. Eu fui muito bem recebido na cerimônia de posse, com a presença da prefeita de Fabriciano (Rosângela Mendes), do prefeito de Itabira (Damon Lázaro de Sena - PV) e de outras autoridades políticas. No domingo na celebração da missa aqui em Fabriciano, estavam as prefeitas de Ipatinga (Cecília Ferramenta – PT) e de Fabriciano mais uma vez. Então eu vejo que a gente pode e deve ter um relacionamento cordial e de compromisso de mútua ajuda, guardando as estâncias, a igreja com o seu papel e a representações do povo com suas responsabilidades.

DA- Qual a avaliação do senhor sobre às manifestações que ganharam s ruas do país e essa necessidade de mudança em todo Brasil, que agora chegam ao Vale do Aço?

DOM MARCO AURÉLIO – Eu vejo por um lado extremamente saudável, o povo se sentir livre para manifestar sua opinião e suas reivindicações. Por outro lado, tenho uma certa preocupação em razão, algumas vezes não poucas, vinculada a pessoas que não querem manifestar e sim se aproveitar da aglomeração de pessoas para cometer atos de vandalismos. E vejo com certa preocupação também porque, a forma como essas manifestações acontecem é muita nova que é por meio das redes sociais. E como aqueles que reivindicam irão garantir o efeito daquilo que estão reivindicando, uma vez que não é uma coisa organizada, não há nenhuma entidade, nenhuma associação ou liderança que os representa. Meu temor é que depois que as pessoas se cansarem das manifestações, tudo continue do jeito que estava. Essa é minha preocupação porque, existem manifestações justas, pertinentes que dizem respeito a problemas que nós estamos vivenciando, mas, de que jeito, como você vai fazer valer esse direito de reivindicar e vê essas reivindicações atendidas.

DA- E para Igreja Católica o senhor acredita que é preciso alguma reivindicação de mudança ou modernização?

DOM MARCO AURÉLIO – A Igreja Católica vem passando por um período de reflexão, com uma oportunidade de repensar as suas estruturas e seu modo de ser, e alguns fatos marcam isso. Em primeiro lugar, a renúncia do Papa Bento XVI, hoje Bispo Emérito de Roma, foi uma alerta para todos os católicos. A chegada do Papa Francisco, um bispo latino-americano que, assume o pontificado e que traz uma experiência completamente diferente daquelas que Roma conhecia e isso está se fazendo sentir no mundo todo. E a sociedade como um todo está muito atenta a maneira do Papa Francisco atuar como sumo pontífice. Aqui na nossa região também tem um bispo novo chegando e sempre que muda o governo da diocese é natural que novos direcionamentos ocorram, mas os bispos reunidos em Aparecida há poucos meses atrás na 51º Assembleia Geral da CNBB tiveram como tema principal a paróquia. Na assembleia da nossa regional Leste II, um novo documento a respeito da necessidade de renovação e revitalização das paróquias foi entregue. Então a igreja católica está repensando uma de suas estruturas mais antigas e tradicionais que é a paróquia, mas queremos descobrir um jeito novo de nos fazermos presente na vida dos fiéis e no mundo atual.

DA – O senhor acredita que as atuais manifestações podem de alguma forma prejudicar a visita do Papa Francisco no Brasil, no próximo mês?

DOM MARCO AURÉLIO – Acredito que não, o nosso povo sempre teve um carinho enorme pelo santo papa, desde que o Papa João Paulo II esteve no Brasil pela primeira vez, em 1980, e isso era uma completa novidade. Ele voltou ao Brasil depois, Bento XVI também esteve no Brasil. Ainda mais agora com o Papa Francisco eu não acredito, que haverá prejuízo algum para o evento, acredito que como é da tradição do povo brasileiro de ser muito acolhedor, assim o país irá acolher muito bem o santo papa.

Fonte: http://www.diariodoaco.com.br


 

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