Ipatinga, 8 de Julho de 2020
NOTÍCIAS

Manifestantes podem voltar na quinta-feira

Moradores esperam ser atendidos em suas reivindicações em relação ao transporte coletivo


Pelo segundo dia consecutivo, moradores pararam a MG-759, no acesso a Pingo D’Água

Moradores do distrito de Revés do Belém decidiram que, até a quinta-feira, não irão mais bloquear a MG-759, a estrada de Pingo D’Água e Córrego Novo. Até lá, os moradores esperam ser atendidos em suas reivindicações em relação ao transporte coletivo para Ipatinga e outras localidades. Os itinerários são feitos pela Viação Rio Doce, concessionária sediada em Caratinga.

Na segunda-feira, os moradores pararam o tráfego na MG-759 na estrada de terra que dá acesso a Vargem Alegre. O tráfego ficou fechado das 5h às 17h. Em uma primeira reunião, ontem, com representantes da empresa, ficou acertado que a concessionária vai retirar os ônibus convencionais e colocar os carros com catraca (semiurbanos) na linha Revés do Belém/Ipatinga.

Atualmente, é cobrada a passagem de acordo com o percurso a ser percorrido pelo passageiro. Ao mudar para ônibus com catraca, a empresa conseguirá uma redução no Imposto Sobre Movimentação de Mercadorias e Serviços que, somados ao desconto da desoneração do Pis/Cofins, poderá apresentar uma redução em 21%. A tarifa cobrada atualmente entre Revés do Belém e Pingo D´Água é de R$ 4,45.

“Não é o ideal, mas já representará um alívio para quem precisa ir diariamente ou com muita frequência a Ipatinga. Além disso, as pessoas querem ônibus mais novos. Atualmente, somos atendidos com carros com mais de dez anos de uso”, explica um dos moradores de Revés do Belém, o líder comunitário Feliciano Genoíno.

O valor definitivo da redução e o atendimento das outras medidas reivindicadas deverão ser apresentados pela empresa em reunião agendada para a quinta-feira, segundo os manifestantes.

. Terça-feira marcada por protestos menos intensos

Novos protestos voltaram a fechar trechos rodoviários nessa terça-feira, no Vale do Aço. Os protestos, entretanto, foram menos intensos do que na segunda-feira, quando foram fechados vários trechos de estradas estaduais e federais, deixando isoladas várias cidades.

Em Lagoa do Pau, bairro de Jaguaraçu, às margens da BR-381, moradores bloquearam a estrada ontem. Eles reclamam, principalmente, do preço da tarifa dos coletivos no itinerário Jaguaraçu/Timóteo e Jaguaraçu/Coronel Fabriciano, mesmo motivo da paralisação da MG-320, na entrada da cidade de Jaguaraçu, na tarde de segunda-feira.

Ainda na madrugada dessa terça-feira, moradores da invasão do bairro Limoeiro, em Timóteo, fecharam a avenida dos Rodoviários por volta das 4h30 e permaneceram no local até às 9h. Eles reivindicam melhorias na infraestrutura da área da invasão ocupada desde o ano 2000, quando líderes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, trazidos ao Vale do Aço por militantes partidários de Coronel Fabriciano, promoveram a invasão da área de propriedade da família Maia.

Os moradores da invasão exigiram ontem a presença do prefeito de Timóteo, Keisson Drumond (PT), e entregaram uma lista de reivindicações. Os moradores prometem voltar a bloquear a avenida dos Rodoviários, caso a administração pública não apresente uma resposta.

. Reação

O bloqueio das principais vias de entrada e saída das cidades do Vale do Aço como a BR-381, no bairro Horto, em Ipatinga, a avenida Brasília, no bairro Amaro Lanari em Coronel Fabriciano, e as rodovias das cidades do Colar Metropolitano, gerou insatisfação por parte das pessoas que precisavam se locomover de um lado para outro.

Os manifestantes, inicialmente aplaudidos, começam a enfrentar uma reação diferente, a da contestação da necessidade de bloqueios que causam prejuízos e coíbe o direito de ir e vir. Um profissional, morador de Timóteo, que ficou retido na tarde de segunda-feira quando saía de uma agência bancária no Shopping do Vale do Aço, e não conseguia chegar sequer no bairro Horto, reclamava da situação. “Às 17h precisava pegar meus filhos em uma escola infantil em Coronel Fabriciano e minha esposa está enferma, sem condições de locomoção. Se querem mudanças, que vão para a porta do Legislativo, do Executivo, do Judiciário. É lá que estão as pessoas que decidem as coisas, no município, no País”, desabafou.

Na noite de segunda-feira manhã de terça-feira, profissionais liberais – médicos e advogados principalmente, bem como trabalhadores das indústrias da região, não escondiam nas redes sociais a insatisfação com as manifestações.

. Alternativa esquecida pelo Poder Público

Com o bloqueio das principais vias de acesso aos municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) no fim da tarde de segunda-feira (1º), os motoristas foram obrigados a procurar o velho acesso da estrada da Amizade, entre Coronel Fabriciano e Ipatinga. O acesso fica entre os bairros Bom Jardim ou Limoeiro, por Ipatinga, e a saída é no bairro Sílvio Pereira II. O trânsito no local foi intenso nos dois sentidos, na noite de 1º de julho, e os motoristas enfrentaram os velhos problemas conhecidos na via, como a falta de pavimentação, iluminação e sinalização, com trechos estreitos onde o descarte de entulho dificulta a passagem de dois carros ao mesmo tempo.

Em tempos de manifestos e bloqueios, que dificultam o direito de ir e vir do cidadão, a estrada da Amizade é símbolo de mais um descaso das autoridades públicas, que ignoram um acesso alternativo de grande importância para a população regional.

Fonte: http://www.diariodoaco.com.br


 

Copyright © 2012 Todos os Direitos Reservado - www.euamoipatinga.com.br
Eu Amo Ipatinga - E-mall : contato@euamoipatinga.com.br