All inclusive Rio de Janeiro: onde se hospedar para curtir praia, conforto e serviços completos

All inclusive Rio de Janeiro: onde se hospedar para curtir praia, conforto e serviços completos

All inclusive no Rio existe mesmo?

Quando a gente pensa em “all inclusive”, a imagem que vem na cabeça costuma ser de grandes resorts no Nordeste, com comida e bebida liberadas o dia todo. No Rio de Janeiro, a lógica é um pouco diferente. Dentro da capital, o modelo mais comum ainda é o de hotel com café da manhã incluso e, no máximo, meia pensão. Já os verdadeiros all inclusive ficam, em geral, em cidades próximas, como Mangaratiba e Angra dos Reis, ainda no estado do Rio.

Então, se você está em Ipatinga e quer curtir praia, conforto e serviços completos sem ficar fazendo conta de refeição, a primeira decisão é: ficar na capital (e escolher um hotel super estruturado) ou esticar um pouco mais e apostar num resort pé na areia com sistema all inclusive de verdade.

Testei, pesquisei preços e conversei com moradores, recepcionistas e turistas que fizeram esse tipo de viagem saindo do interior de Minas. Abaixo, reuni as opções mais práticas para quem quer unir praia, estrutura e o máximo de comodidade possível no Rio e arredores.

Antes de reservar: o que “all inclusive” quer dizer no Rio

Nem todo hotel do Rio que usa o termo “all inclusive” oferece o mesmo pacote que você encontra em resorts de praia no Nordeste. É importante ficar atento a alguns detalhes:

  • Na capital: a maioria dos hotéis trabalha com café da manhã incluso. Em datas especiais (Réveillon, carnaval, feriadões), alguns criam pacotes com refeições extras e bebidas em horários específicos, chamando de “all inclusive” ou “open bar”, mas geralmente com limitações.

  • Nos resorts próximos (Mangaratiba, Angra dos Reis): aí sim você encontra o modelo mais tradicional, com refeições, snacks, drinks e atividades incluídas praticamente o dia todo.

  • O que verificar antes de pagar: se bebidas alcoólicas estão inclusas, até que horário, se há lanches entre as refeições principais e se atividades (caiaque, stand up paddle, recreação infantil) entram no pacote.

Vale sempre pedir o descritivo por escrito do que está incluso. Muitos hotéis do Rio preferem usar os termos “pensão completa” ou “meia pensão”, que são mais claros, mas alguns usam “all inclusive” como argumento de venda. Leia com calma para não ter surpresa na conta.

Para quem quer ficar na capital: Praia, conforto e quase “all inclusive”

Na cidade do Rio, o foco é aproveitar a praia e os pontos turísticos clássicos (Cristo, Pão de Açúcar, Lapa, museus) com a base em um hotel confortável, de preferência de frente para o mar. Abaixo, alguns dos mais procurados por quem quer estrutura, boa localização e, em alguns casos, pacotes com refeições incluídas.

Zona Sul: Ipanema, Copacabana e Leblon

Se a prioridade é viver o “cartão-postal” do Rio, a Zona Sul continua sendo a melhor escolha. Não é onde você vai encontrar all inclusive clássico, mas é onde estão as praias mais famosas e o deslocamento mais fácil para os principais passeios.

  • Rio Othon Palace (Copacabana)
    Perfil: hotel grande, com estrutura completa, piscina com vista para a praia e quartos com vista privilegiada para o mar.
    Localização: bem no meio da Avenida Atlântica, de frente para a praia de Copacabana, com quiosques, ciclovia e calçadão na porta.
    Comida & serviços: trabalha principalmente com café da manhã incluso, mas em datas especiais oferece pacotes com jantar e bebidas em alguns horários. Não é all inclusive pleno, mas reduz gasto com refeição, especialmente para quem não quer sair do hotel à noite.
    Faixa de preço (2024): diárias em torno de R$ 600 a R$ 1.200 o casal, variando forte por temporada e eventos (Réveillon sobe bastante).

  • Windsor Excelsior e Windsor California (Copacabana)
    Perfil: hotéis da rede Windsor, conhecidos por bom padrão, café da manhã reforçado e serviço estável.
    Localização: também na orla de Copacabana, com fácil acesso a metrô, quiosques e comércio.
    Comida & serviços: alguns pacotes incluem meia pensão (café + jantar). Não é “comer e beber à vontade”, mas já ajuda muito o orçamento de família.
    Faixa de preço (2024): entre R$ 500 e R$ 1.000 a diária para duas pessoas, conforme a época.

  • Hotel Fasano Rio (Ipanema)
    Perfil: luxo, ambiente mais sofisticado, indicado para quem busca experiência premium – lua de mel, datas especiais, viagem em casal.
    Localização: de frente para a praia de Ipanema, perto de bons restaurantes, bares e vida noturna.
    Comida & serviços: não trabalha com all inclusive; o foco é gastronomia de alto nível à la carte e serviços personalizados (spa, concierge).
    Faixa de preço (2024): diárias geralmente acima de R$ 2.000 para casal.

Pontos fortes da Zona Sul: você faz quase tudo a pé ou de metrô, está perto dos cartões-postais, e a sensação é de “estar de fato no Rio” como a gente vê nas novelas e nos jornais. O lado ruim? Preço mais salgado e hotéis sem esquema all inclusive real.

Barra da Tijuca: praias longas, hotéis tipo resort e mais estrutura

Para quem está acostumado com o clima de clube, shopping e praia mais tranquila, a Barra da Tijuca pode ser a escolha ideal. Lá, os hotéis se parecem mais com resorts urbanos: grandes, com piscina, área de lazer, quarto espaçoso e ótima estrutura para família.

  • Grand Hyatt Rio de Janeiro (Barra da Tijuca)
    Perfil: hotel moderno, em frente à Praia da Barra (separado apenas pela avenida), com estrutura de resort: piscina ampla, spa, restaurantes e programação esporádica para crianças.
    Comida & serviços: oferece pacotes com café da manhã + crédito diário em consumo, e em algumas promoções de feriadão pode liberar refeições extras. Não é all inclusive clássico, mas dá para passar boa parte do dia no hotel sem se preocupar muito.
    Faixa de preço (2024): diárias em torno de R$ 800 a R$ 1.500 o casal.

  • Windsor Barra & Windsor Marapendi
    Perfil: dois grandes hotéis de frente para a praia, com piscinas, bons cafés da manhã e estrutura para famílias e eventos.
    Localização: Avenida Lúcio Costa, pé na areia, com acesso fácil à praia da Barra e à ciclovia.
    Comida & serviços: alguns pacotes incluem meia pensão (café + almoço ou jantar). Em épocas de congresso, festival ou Rock in Rio, costumam oferecer combos com refeições, porque muita gente prefere ficar “rodando” menos pela cidade.
    Faixa de preço (2024): entre R$ 600 e R$ 1.200 a diária para duas pessoas.

  • Hilton Barra Rio de Janeiro
    Perfil: fica mais para o interior da Barra, próximo ao Parque Olímpico e shoppings, com foco em quem vai a eventos, shows e ao Rock in Rio.
    Comida & serviços: oferece café da manhã e, em grandes eventos, pacotes com refeições extras. Estrutura de piscina, rooftop e quartos confortáveis.
    Faixa de preço (2024): R$ 500 a R$ 1.000 a diária, dependendo da ocupação.

Em termos práticos, é na Barra que você mais encontra “clima de resort” dentro da capital: hotéis grandes, espaçosos, algumas atividades extras e facilidade para quem vai de carro. Porém, prepare-se: distâncias maiores, trânsito intenso e uso quase obrigatório de app de transporte para ir aos pontos turísticos da Zona Sul.

Resorts all inclusive perto do Rio: pé na areia e tudo incluso de verdade

Se o seu foco é acordar, tomar café, ir para a praia, almoçar, voltar para a piscina, tomar um drink e repetir o ciclo sem pegar carteira toda hora, talvez faça mais sentido sair um pouco da capital e apostar em um resort all inclusive de verdade. E aí entram três nomes que aparecem sempre nas recomendações de quem sai de Minas:

  • Club Med Rio das Pedras (Mangaratiba)
    Distância do Rio: cerca de 2h de carro a partir da zona sul, pela Rio-Santos.
    Modelo: all inclusive tradicional – refeições, lanches, drinks, atividades esportivas, recreação infantil e shows noturnos.
    Diferencial: fica em meio à Mata Atlântica, com praia praticamente privativa, infraestrutura completa e clima de vila, onde tudo acontece dentro do complexo.
    Faixa de preço (2024): pacotes variam bastante, mas é comum encontrar valores a partir de R$ 1.600 a R$ 2.500 por diária para o casal, com tudo incluído, dependendo da época e das promoções.

  • Vila Galé Eco Resort de Angra (Angra dos Reis)
    Distância do Rio: cerca de 2h30 a 3h de carro, também pela Rio-Santos.
    Modelo: resort all inclusive, com foco em famílias. Praia calma, piscinas grandes, tirolesa, recreação, esportes aquáticos.
    Diferencial: boa opção para quem quer combinar descanso com um ou dois passeios de lancha/escuna por Angra (pagos à parte).
    Faixa de preço (2024): diárias variando, em média, de R$ 1.400 a R$ 2.300 para casal, com alimentação e bebidas inclusas.

  • Portobello Resort & Safári (Mangaratiba)
    Distância do Rio: aproximadamente 1h45 a 2h de carro.
    Modelo: trabalha com pensão completa e, em alguns períodos, pacotes all inclusive – é importante confirmar no momento da reserva.
    Diferencial: estrutura de resort com campo, praia, piscina e um safári com animais (passeio pago à parte), que faz bastante sucesso com crianças.
    Faixa de preço (2024): diárias por volta de R$ 1.200 a R$ 2.000 o casal, dependendo do tipo de quarto e do regime de alimentação.

Esses resorts não ficam exatamente “no Rio cidade”, mas ainda estão no estado do Rio de Janeiro, com acesso relativamente fácil a partir dos aeroportos e rodoviárias da capital. Para quem está em Ipatinga, muitas famílias escolhem uma estratégia mista: passar 2 ou 3 dias na cidade do Rio (para fazer os passeios clássicos) e depois seguir para 3 a 4 dias de descanso total em um resort all inclusive.

Quanto custa, na prática?

Os valores variam muito conforme:

  • época do ano (janeiro, julho e dezembro são mais caros);

  • feriadões (carnaval, Réveillon, Semana Santa, Tiradentes);

  • quantidade de dias (pacotes semanais costumam ter melhor custo-benefício);

  • reserva antecipada (3 a 6 meses antes geralmente rende preços melhores).

Uma média realista para 2024/2025, para um casal saindo de Ipatinga, seria:

  • Hotel na Zona Sul (4 noites) + passeios + alimentação por fora: entre R$ 4.000 e R$ 7.000 no total, considerando diárias, deslocamento, ingressos (Cristo, Pão de Açúcar) e refeições.

  • Resort all inclusive em Mangaratiba/Angra (3 a 4 noites): em torno de R$ 4.500 a R$ 8.000 o pacote, a depender da época e do padrão do resort.

Por isso, vale sempre fazer a conta completa: passagem ou combustível + pedágios + diárias + alimentação (se não for all inclusive) + passeios. Em muitos casos, o que parece caro em diária se torna mais interessante quando você tira da conta os gastos de restaurante, quiosque, aplicativo de entrega e deslocamentos diários.

Como chegar do Vale do Aço ao Rio de Janeiro

Para quem está em Ipatinga e região, há basicamente três jeitos práticos de chegar ao Rio e aos resorts próximos:

  • De carro
    Tempo médio: cerca de 7 a 8 horas até o Rio, dependendo do trânsito e das paradas.
    Rota comum: BR-381 até Belo Horizonte e depois BR-040 sentido Rio. Outra possibilidade é seguir pela BR-262/116, mas costuma ser mais cansativa.
    Vantagem: liberdade de horários, mais fácil para quem vai em família e pretende se deslocar entre cidade do Rio e resorts em Mangaratiba/Angra.
    Cuidados: planeje abastecimento, pedágios e pausas para descanso. Evite viajar à noite em trechos de serra.

  • De ônibus
    Opção 1: ônibus Ipatinga → Rio (verificar empresas e horários atualizados na rodoviária; algumas fazem trajeto direto ou com conexão em BH).
    Opção 2: ônibus Ipatinga → Belo Horizonte e depois BH → Rio de Janeiro (Rodoviária Novo Rio).
    Vantagem: custo geralmente mais baixo que avião, principalmente para quem compra com antecedência.

  • De avião
    Passo 1: Ipatinga → Belo Horizonte (aeroporto de Confins) – verificar voos saindo do aeroporto da região do Vale do Aço.
    Passo 2: Confins → Rio de Janeiro (Galeão – GIG ou Santos Dumont – SDU).
    Vantagem: rapidez; em alguns períodos, promoções de passagens podem deixar o custo competitivo em relação ao ônibus ou carro, especialmente para quem viaja sozinho ou em casal.

Se o plano é seguir para um resort em Mangaratiba ou Angra, uma estratégia prática é:

  • chegar de avião ou ônibus ao Rio;

  • passar 1 dia na cidade (para não emendar muita estrada de uma vez);

  • no dia seguinte, seguir de transfer, carro alugado ou aplicativo para o resort.

Quanto tempo ficar: cidade do Rio x resort

A combinação que mais escuto de leitores de Ipatinga que já fizeram essa viagem é:

  • 2 a 3 dias na capital para os pontos turísticos principais: Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Praia de Copacabana, Ipanema, Centro histórico, Boulevard Olímpico, Escadaria Selarón, Arcos da Lapa;

  • 3 a 4 dias em resort all inclusive para descansar de verdade, sem despertador, sem trânsito, só praia, piscina e as atividades incluídas.

Em 6 a 7 dias de viagem, dá para conhecer o essencial do Rio e ainda voltar renovado, sem a sensação de “não parei um minuto”.

Dicas para escolher o melhor hotel ou resort para o seu perfil

Antes de bater o martelo na reserva, vale se fazer algumas perguntas:

  • Vai viajar com crianças? Dê preferência a hotéis e resorts com recreação infantil, piscina rasa, copa baby e atividades monitoradas. Club Med Rio das Pedras, Vila Galé Angra e alguns hotéis da Barra costumam ser bem avaliados por famílias.

  • Quer vida noturna e bares por perto? Ficar em Ipanema, Copacabana ou Lapa pode ser mais interessante que um resort isolado. A cidade oferece restaurantes, bares, samba e passeios noturnos que o all inclusive não substitui.

  • Busca descanso total, sem pensar em deslocamento? Aí, sim, um resort all inclusive em Mangaratiba ou Angra faz mais sentido. Você chega, faz o check-in e praticamente esquece o mundo lá fora.

  • Tem medo de gastos surpresa? All inclusive ajuda muito a controlar o orçamento, porque quase tudo já está pago. Em hotel na capital, você precisa considerar refeição, transporte, passeio e eventuais entradas extras.

  • Vai em alta temporada? No Ano-Novo e no carnaval, o Rio fica lotado, preços vão lá em cima e trânsito complica. Nesses períodos, resorts com tudo incluso podem valer mais a pena para quem quer fugir da confusão.

Segurança, deslocamento e pegadinhas para evitar

Alguns cuidados simples ajudam a viagem a ser mais tranquila:

  • Hospedagem em área bem localizada: escolha bairros com movimento, comércio e boa reputação. Copacabana, Ipanema, Leblon, Barra da Tijuca e parte de Botafogo são escolhas comuns entre turistas.

  • Deslocamento: use apps de transporte para trajetos à noite ou mais longos. Metrô funciona bem na Zona Sul e Centro durante o dia.

  • Praia: não deixe celular e carteira desacompanhados na areia. Use bolsa pequena, pochete e fique sempre de olho nos pertences.

  • Passeios turísticos: compre ingressos com antecedência para Cristo Redentor e Pão de Açúcar, pelo site oficial, para evitar fila desnecessária e cambistas.

  • “All inclusive” duvidoso: desconfie de promoções muito baratas com promessa de tudo incluso em hotéis pequenos dentro da cidade. Leia avaliações recentes em sites de viagens e, se possível, veja fotos reais de hóspedes.

Vale a pena sair de Ipatinga para um all inclusive no Rio?

Para quem mora em Ipatinga e região, o estado do Rio é um destino relativamente acessível, tanto de carro quanto de ônibus ou avião, e ainda oferece a combinação rara de cidade grande + praia + resorts all inclusive a poucas horas de distância.

Se a ideia é aproveitar o Rio clássico, com orla movimentada, trilhas, pontos turísticos e vida urbana, a melhor escolha é um bom hotel na Zona Sul ou na Barra, quem sabe com meia pensão para aliviar os gastos com alimentação. Agora, se o objetivo é simplesmente descansar, comer e beber bem, ver o mar da varanda e deixar as crianças na recreação enquanto você lê um livro na espreguiçadeira, aí os resorts de Mangaratiba e Angra dos Reis assumem o protagonismo.

O importante é alinhar expectativa com realidade: “all inclusive” dentro da cidade do Rio quase sempre significa conforto com algumas refeições extras, não o pacote sem limites do Nordeste. Já nos resorts do litoral sul fluminense, o modelo completo funciona de verdade, e é justamente isso que faz tanta gente do Vale do Aço voltar de lá dizendo que “valeu cada quilômetro de estrada”.