Por que o litoral do Rio Grande do Norte combina com o “all inclusive”
Se você está sonhando em ficar de frente para o mar, comer bem sem se preocupar com a conta e ainda fazer passeios de buggy nas dunas, o litoral do Rio Grande do Norte é uma das melhores escolhas do Nordeste para um pacote all inclusive. Ventinho constante, mar morninho, faixas de areia longas e resorts estruturados fazem do estado um bom destino tanto para a primeira viagem ao Nordeste quanto para quem já conhece outros litorais.
Na prática, o all inclusive no RN funciona muito bem para famílias com crianças, casais que querem descansar sem ficar caçando restaurante e grupos de amigos que preferem controlar o orçamento antes de sair de Ipatinga ou da região do Vale do Aço. Você paga quase tudo antecipado, se organiza e chega lá para aproveitar.
Antes de reservar: quando ir, como chegar e quanto custa
Planejar bem é metade da viagem. Aqui vão os pontos principais para decidir a data e o orçamento.
Melhor época para ir
O Rio Grande do Norte tem sol praticamente o ano todo, mas alguns meses são mais vantajosos:
- Alta temporada: dezembro a fevereiro e julho. Preços mais altos, resorts cheios, mas clima bem animado.
- Meia estação: março, abril, agosto, setembro e novembro. Em geral, o melhor custo-benefício: diárias mais em conta e tempo ainda muito bom.
- Meses mais chuvosos: maio e junho. Não costuma ser chuva o dia inteiro, mas pode atrapalhar um pouco quem quer emendar muitos passeios de mar.
Como chegar saindo de Ipatinga e região
Hoje não há voo direto de Ipatinga para Natal, então o roteiro mais comum é:
- Ipatinga > Belo Horizonte (Confins): de carro (cerca de 4h a 4h30) ou ônibus (6h em média).
- BH > Natal (Aeroporto de São Gonçalo do Amarante): voos diretos levam de 2h40 a 3h, dependendo da companhia.
- Aeroporto > resort: transfer contratado com o próprio hotel, agência de viagem ou carro por app em direção à Via Costeira (Natal), Touros, Ponta Negra ou litoral sul.
Do aeroporto de Natal até a maior parte dos resorts da Via Costeira você leva cerca de 40 minutos de carro. Para resorts mais afastados, como Touros, conte com 1h30 a 2h de estrada.
Faixa de preços das diárias all inclusive
Os valores variam bastante de acordo com a época e a antecedência da reserva, mas, em pesquisa recente em sites de hospedagem, a média para casal em sistema all inclusive no RN ficou em torno de:
- Baixa temporada: R$ 700 a R$ 1.200 a diária por casal.
- Meia estação: R$ 1.000 a R$ 1.600 a diária por casal.
- Alta temporada e feriados: R$ 1.800 a R$ 3.000 a diária por casal.
Para famílias, muitos resorts oferecem cortesia ou desconto para crianças até determinada idade. Vale sempre conferir as regras de “kids free” antes de reservar.
Principais resorts all inclusive no Rio Grande do Norte
Se o seu foco é mesmo o all inclusive, alguns nomes aparecem com frequência nas buscas e nas conversas com quem já foi. Abaixo, um resumo do que você realmente encontra em cada um.
Vila Galé Touros – Touros
Um dos all inclusive mais completos do estado, na praia de Touros, a cerca de 80 km de Natal.
- Perfil: famílias com crianças, casais que querem sossego e estrutura grande.
- O que oferece: várias piscinas, recreação infantil, spa, quadras, restaurantes temáticos, bebidas incluídas o dia todo.
- Pontos fortes: estrutura nova, sensação de “resortzão” mesmo, com tudo no próprio complexo; ideal para quem quer sair pouco.
- Pontos de atenção: fica afastado de Natal; para quem quer fazer muitos passeios diferentes, precisa organizar transfers mais longos.
Ocean Palace All Inclusive Premium – Via Costeira, Natal
Clássico da orla de Natal, bem em frente à Praia de Ponta Negra, com vista para o Morro do Careca.
- Perfil: casais e famílias que preferem ficar perto da cidade, com fácil acesso a passeios e comércio.
- O que oferece: sistema all inclusive mais completo, com foco em gastronomia variada e várias áreas de piscina.
- Pontos fortes: localização excelente, fácil chamar carro por app, sair à noite, pegar passeios saindo direto do hotel.
- Pontos de atenção: movimento intenso na alta temporada; quem busca silêncio absoluto pode estranhar.
SERHS Natal Grand Hotel & Resort – Via Costeira, Natal
Fica em um trecho estratégico da Via Costeira, entre as praias de Ponta Negra e Areia Preta.
- Perfil: famílias e casais em busca de conforto, com possibilidade de regime all inclusive ou meia pensão, dependendo do pacote.
- O que oferece: boa área de piscinas, programação para crianças, quartos espaçosos e boa estrutura de bares e restaurantes.
- Pontos fortes: localização, vista para o mar, fácil saída para passeios pelo litoral norte e sul.
- Pontos de atenção: é importante checar se o pacote é realmente all inclusive ou meia pensão; alguns viajantes se confundem.
Wish Natal – Via Costeira, Natal
Conhecido pelo padrão de serviço e pelo foco em conforto, também trabalha com regimes que podem incluir todas as refeições.
- Perfil: casais, lua de mel e famílias que priorizam conforto sobre animação.
- O que oferece: boa estrutura de piscina, serviço elogiado, quartos confortáveis.
- Pontos fortes: clima mais tranquilo, ideal para descansar.
- Pontos de atenção: nem sempre o all inclusive é padrão; confira o tipo de pensão na reserva.
Praia Bonita Resort & Conventions – Camurupim
Fica ao sul de Natal, perto da Praia de Camurupim e da Barra de Tabatinga.
- Perfil: famílias, grupos e quem quer ficar um pouco mais afastado do agito urbano.
- O que oferece: piscinas grandes, áreas de lazer e possibilidade de pacotes com alimentação incluída.
- Pontos fortes: contato maior com um litoral mais “rústico”, menos urbano.
- Pontos de atenção: deslocamento maior até Natal e alguns passeios; ideal para quem quer alternar resort e poucas saídas.
Em conversa com um casal de Ipatinga que se hospedou recentemente na Via Costeira, eles resumiram assim: “Se você quer conhecer bastante coisa, ficar em Natal ajuda muito. Mas se a ideia é descansar e ficar realmente dentro do resort, Touros é uma escolha ótima”. Vale pensar nisso antes de bater o martelo.
Passeios imperdíveis perto dos resorts all inclusive
Mesmo com tudo incluído, é difícil resistir ao litoral potiguar. Alguns passeios são quase obrigatórios, principalmente para quem vai pela primeira vez.
Dunas de Genipabu (litoral norte)
- Saída: geralmente de Natal, direto da porta do resort ou hotel.
- Tempo de passeio: meio dia a dia inteiro.
- O que inclui: passeio de buggy nas dunas, parada para fotos, lagoas, possibilidade de esquibunda e tirolesa (pagos à parte).
- Quanto custa: valores variam, mas o buggy cheio (4 pessoas) costuma sair entre R$ 450 e R$ 600, dependendo da temporada.
É aquele passeio em que o bugueiro pergunta: “Com emoção ou sem emoção?”. Se você enjoa fácil, vá no modo mais tranquilo.
Praia de Pipa (litoral sul)
- Saída: da Via Costeira ou de resorts ao sul; estrada de cerca de 1h30 a 2h.
- Tempo de passeio: dia inteiro.
- Atrações: Praia do Amor, baía dos Golfinhos (se a maré ajudar), centrinho com lojas e bares, mirantes com vista bonita.
- Indicação: quem está em Natal e ainda não conhece Pipa vale muito a visita, nem que seja em bate e volta.
Maracajaú – “Caribe brasileiro” potiguar
- Saída: cerca de 60 km ao norte de Natal.
- Atração principal: mergulho nas piscinas naturais, com máscara e snorkel.
- Quando ir: é fundamental pegar maré baixa; agências organizam os horários de acordo com a tábua de marés.
- Quanto custa: passeio de barco com mergulho simples costuma ficar entre R$ 150 e R$ 250 por pessoa, dependendo do pacote.
São Miguel do Gostoso
Para quem tem mais dias e gosta de vento, kitesurf e praias tranquilas, São Miguel do Gostoso pode entrar como extensão da viagem. Não é exatamente um destino típico de all inclusive, mas combina com quem quer dividir a estadia entre resort e pousada pé na areia em um vilarejo mais rústico.
Roteiro sugerido de 5 dias em resort all inclusive no RN
Para quem sai de Ipatinga e não quer um roteiro corrido, 5 dias inteiros (sem contar deslocamento) é um bom tempo para combinar descanso e passeios.
- Dia 1 – Chegada e reconhecimento
Chegue, faça o check-in com calma, explore o resort, veja onde ficam os restaurantes, piscinas e áreas kids. Aproveite o fim de tarde na praia ou na piscina e já se informe na recepção sobre horários de passeios, maré e transfer. - Dia 2 – Descanso + atividades do resort
Reserve o segundo dia para aproveitar a estrutura: piscinas, recreação, esportes, spa (se couber no orçamento). É o momento de curtir de fato o all inclusive: testar os restaurantes, drinks, sobremesas, sem correria. - Dia 3 – Passeio às dunas de Genipabu (ou litoral sul)
Escolha um grande passeio: ou dunas de Genipabu com buggy, ou bate e volta até Pipa. Combine com antecedência o horário de saída, verifique o que está incluído (almoço, fotos, entrada em atrações) e separe dinheiro em espécie para extras. - Dia 4 – Maracajaú ou descanso total
Se o foco for mar e mergulho, encaixe Maracajaú nesse dia, se a maré estiver boa. Caso contrário, aproveite mais um dia só de resort, especialmente se estiver com crianças pequenas que cansam com muitos deslocamentos. - Dia 5 – Últimas compras, praia e retorno
Use o último dia para uma caminhada na praia, comprar lembrancinhas e aproveitar as últimas refeições do all inclusive com calma. Se o voo for à noite, pergunte na recepção sobre late check-out ou estrutura para banho depois de entregar o quarto.
Uma família de Coronel Fabriciano que viajou em julho contou que o maior erro deles foi encher a agenda de passeios: “No fim, a gente quase não aproveitou o resort, que era ótimo. Se fosse hoje, faria no máximo dois passeios grandes em 5 dias”. Vale considerar essa experiência.
All inclusive vale a pena mesmo? Pontos para colocar na balança
O sistema all inclusive não é automaticamente a melhor opção para todo mundo. Para saber se combina com o seu jeito de viajar, pense em alguns pontos práticos:
- Você costuma fazer muitas refeições fora do hotel?
Se a ideia é conhecer vários restaurantes, bares de praia e quiosques, talvez meia pensão (café + jantar) faça mais sentido do que all inclusive. - Você viaja com crianças ou idosos?
Nesse caso, o all inclusive costuma ser vantajoso, porque concentra as refeições e reduz deslocamentos. Lanches, sucos, sobremesas e petiscos ao longo do dia fazem diferença no orçamento. - Você realmente vai usar tudo?
Se você é do tipo que passa o dia batendo perna e só volta ao hotel para dormir, pagar por um sistema completo pode não se pagar.
Uma dica é simular: some quanto você gastaria, por dia, com café da manhã, almoço, jantar, lanches, drinks e água em um destino de praia. Compare com a diferença de preço entre um resort all inclusive e um hotel com café da manhã incluso. Essa continha simples já responde boa parte da dúvida.
Dicas para aproveitar mais o seu all inclusive no RN
Alguns cuidados antes de sair de casa ajudam a evitar frustrações na hora de usufruir do que foi pago.
- Leia bem o que está incluído
Nem todo “all inclusive” é igual. Em alguns resorts, marcas premium de bebida, room service 24h ou certos restaurantes à la carte podem ser cobrados à parte. Verifique o que entra no pacote. - Fique atento aos horários
Muitos resorts têm horários específicos para café, almoço, jantar e lanches. Se você for fazer passeios, veja se terá café da manhã cedo ou se poderá pedir uma lancheira. Senão, pode acabar pagando refeições extras fora. - Maré manda em vários passeios
Piscinas naturais, como Maracajaú, dependem totalmente da maré baixa. Peça a tábua de marés assim que chegar ao resort e encaixe os passeios de acordo com ela. - Protetor solar e chapéu não são opcionais
O sol do RN é forte mesmo nos dias nublados. Levar protetor, boné ou chapéu de casa costuma ser mais barato do que comprar no hotel ou em lojas de turismo. - Reserve um dia só para o resort
Resistir à vontade de fazer passeio todo dia é difícil, mas separar pelo menos um dia inteiro para curtir o all inclusive sem sair faz você sentir que o investimento valeu. - Cheque a distância para os passeios principais
Antes de reservar um resort mais afastado, veja quanto tempo e quanto custa ir até Genipabu, Pipa ou Maracajaú. Às vezes, um hotel um pouco mais caro em Natal sai mais em conta quando você soma os transfers.
Informações rápidas para organizar a viagem
Para ajudar quem gosta de ter tudo anotado, aqui vão alguns dados práticos do litoral potiguar:
- Clima médio em Natal: temperaturas entre 24 ºC e 31 ºC ao longo do ano.
- Água do mar: costuma ficar entre 26 ºC e 28 ºC, ideal para banho prolongado.
- Tempo de voo BH > Natal: cerca de 3 horas.
- Fuso horário: mesmo horário de Brasília na maior parte do ano (cheque em períodos de horário de verão, se houver).
- Deslocamento aeroporto > Via Costeira: em torno de 40 minutos de carro.
- Moeda: real; cartões de crédito e débito aceitos na maioria dos lugares turísticos.
- Roupas: leve, com foco em peças frescas, chapéu, óculos de sol e chinelo. Um casaquinho leve pode ser útil à noite por causa do vento.
Para quem sai de Ipatinga, a viagem até o Rio Grande do Norte exige um pouco de planejamento de deslocamento até o aeroporto de Confins, mas o ganho em termos de paisagem, estrutura turística e clima compensa o esforço. Organizando bem datas, resort e passeios, o all inclusive potiguar pode se encaixar tanto em viagens em família nas férias quanto em escapadas de casal fora da alta temporada, com direito a muito mar, vento e tapioca no café da manhã.