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Praia do Perigoso Rio de Janeiro: trilha, segurança e cuidados para explorar esse paraíso escondido

Praia do Perigoso Rio de Janeiro: trilha, segurança e cuidados para explorar esse paraíso escondido

Praia do Perigoso Rio de Janeiro: trilha, segurança e cuidados para explorar esse paraíso escondido

Por que a Praia do Perigoso virou o “segredo” mais comentado do Rio

Quem gosta de trilha, praia quase deserta e visual de cartão-postal já ouviu falar da Praia do Perigoso, no Rio de Janeiro. Ela fica em Barra de Guaratiba, no extremo oeste da cidade, e é uma daquelas faixas de areia que ainda passam a sensação de “paraíso escondido”, mesmo já tendo bombado nas redes sociais.

Neste guia, eu juntei o que realmente importa para quem quer ir até lá: como chegar, como é a trilha, nível de dificuldade, segurança, cuidados com o mar, estrutura (ou a falta dela) e “pulos do gato” para não passar perrengue. A ideia é simples: você chegar, curtir e voltar bem, com boas histórias e sem susto.

Onde fica a Praia do Perigoso e como chegar

A Praia do Perigoso fica no bairro de Barra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, dentro de uma área de costões e morros que abrigam também as praias do Meio, Funda, Búzios e Inferno.

O acesso é feito por trilha a partir da região conhecida como “Ruas das Pescinas” ou pela Estrada Roberto Burle Marx, ponto final dos ônibus que atendem a área.

Para quem sai de Ipatinga (MG)

Não existe linha direta, então o caminho mais comum é:

Para quem já está no Rio

Sobre estacionamento

As ruas são bem íngremes e estreitas. Moradores costumam alugar vagas em garagens ou recuos. Valores giram em torno de R$ 20 a R$ 40 o dia (pode variar conforme feriado, verão e demanda). Não conte com muitas vagas gratuitas na rua, principalmente em fins de semana de sol.

Como é a trilha até a Praia do Perigoso

A trilha é o que protege o “clima selvagem” da região. Não dá para ir de carro até a areia, nem de ônibus, nem de Uber. Tem que caminhar.

Dados práticos da trilha

Como é o caminho, passo a passo

Sinalização e risco de se perder

Hoje em dia, a trilha é bem batida, principalmente em fins de semana de sol. Há marcas no chão e algumas pinturas em árvores e pedras, mas não espere placas oficiais em cada bifurcação. O mais comum é seguir o fluxo das pessoas e perguntar se bater a dúvida.

Importante: há ramificações que levam para outras praias (Meio, Funda) e também para a Pedra da Tartaruga. Se esse não for seu objetivo, mantenha o foco: siga as bifurcações que descem em direção ao mar pela direita, sempre perguntando se está indo para o Perigoso.

Segurança: trilha, furtos e cuidados com o mar

O nome assusta, mas o “perigo” da Praia do Perigoso vem principalmente do mar forte e do acesso por trilha. Ainda assim, por ser uma área mais isolada, é importante falar de segurança de forma direta.

Segurança na trilha

Relatos de assaltos existem, especialmente em horários vazios (muito cedo ou no fim da tarde, durante a semana) e em dias de praia deserta. Por isso, o fluxo de pessoas é um fator importante de proteção.

Segurança no mar

Na Praia do Perigoso não há posto de salva-vidas fixo, nem bandeiras indicando correnteza. O mar é de tombo e costuma ter ondas fortes, com repuxo em alguns pontos.

Cuidados gerais com pertences

O que levar e como se preparar

A Praia do Perigoso não tem quiosques, restaurantes na areia nem vendedores ambulantes regulares como nas praias mais famosas do Rio. Em alguns dias, aparecem vendedores com bebidas ou sanduíches, mas isso não é garantido.

Essenciais na mochila

Roupas e clima

Sinal de celular

O sinal oscila bastante, tanto na trilha quanto na praia. Em alguns pontos pega bem, em outros simplesmente desaparece. Não conte com internet para se orientar o tempo todo. Se puder, baixe o mapa offline ou confira o trajeto antes de sair de casa.

Quanto tempo reservar para o passeio

Se a ideia é ir com calma, curtir o visual, tomar banho de mar e voltar com segurança, pense nesse roteiro:

Na prática, o passeio costuma ocupar a manhã e parte da tarde. Quem sai cedo do Rio (ou chega de Ipatinga no dia anterior) consegue aproveitar bem um dia inteiro. O ideal é começar a trilha de ida antes das 9h30 e iniciar a trilha de volta até, no máximo, 16h30, para não pegar o caminho escuro.

É realmente perigoso? O que dizem os frequentadores

Conversando com moradores e frequentadores de Barra de Guaratiba, a sensação é quase unânime: o “perigo” maior é o mar bravo e o descuido básico na trilha – desidratação, cansaço, tropeços em pedra e raiz.

Muitos relatam que, em dias de movimento, a presença de grupos, casais e até famílias com crianças é grande, o que passa sensação de maior segurança. Em contrapartida, quem insiste em ir em dias muito vazios, chuvosos ou à tarde corre mais risco, tanto pela possibilidade de furto quanto por eventuais problemas de saúde sem ajuda por perto.

Ou seja: o lugar não é um “bicho de sete cabeças”, mas exige planejamento e bom senso.

Outras praias e a famosa Pedra da Tartaruga

Se você tem fôlego extra e está com o dia livre, pode combinar a Praia do Perigoso com outras atrações da região, sempre sabendo que cada nova parada exige mais tempo e mais energia.

Praia do Meio e Praia Funda

Pedra da Tartaruga

Se é sua primeira vez, minha sugestão é: escolha um objetivo principal (só Praia do Perigoso ou Praia + Pedra da Tartaruga) para não transformar o passeio em maratona e chegar exausto na volta.

Melhor época para ir e perfil de público

Melhor época

Evite dias de chuva forte ou ressaca, quando as trilhas ficam lamacentas e o mar perigoso demais para banho.

Tipo de público

Não é uma praia com perfil de “farofa estruturada” (barracas, isopor gigante, música alta). O clima é mais de natureza, violão, caminhadas e contemplação.

Dicas rápidas para não passar perrengue

Vale a pena para quem vem de Ipatinga?

Para quem mora em Ipatinga e está planejando uma viagem ao Rio, incluir a Praia do Perigoso no roteiro faz sentido se você gosta de unir natureza, trilha e um pouco de aventura – sempre com planejamento e cuidado.

Não é um passeio “bate e volta” simples a partir de Ipatinga. O ideal é reservar pelo menos um fim de semana ou alguns dias na cidade do Rio, usar um dia para as praias mais clássicas (Copacabana, Ipanema, Barra) e outro para explorar a região de Barra de Guaratiba e as praias selvagens, com calma.

Com as informações certas, tempo planejado e olho atento à segurança, a Praia do Perigoso deixa de ser um “mistério perigoso” e vira exatamente o que promete: um pedaço de litoral preservado, com vista impressionante, trilha acessível e aquela sensação de recompensa quando os pés finalmente encostam na areia.

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